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Saúde

Intestino do cão: como o colostro bovino age na digestão e na flora intestinal

Fezes moles, gases e barriga que ronca são as queixas mais comuns dos tutores. Veja o que os estudos mediram no intestino de cães que receberam colostro bovino, como funciona a flora intestinal e como montar a rotina com Flora.

Equipe técnica da fábrica Cōllum
Publicado porEquipe técnica Cōllum8 min de leitura · Atualizado em 7 de outubro de 2026
Chow chow dentro de casa ao lado da lata Flora Cōllum, colostro com abóbora e banana
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. O que é a flora intestinal do cão
  3. O que os estudos mediram no intestino
  4. Como montar a rotina da digestão
  5. Perguntas frequentes
  6. Conclusão

O intestino do cão é onde o colostro bovino mais foi estudado. Dos estudos publicados com cães, três mediram o que acontece nas fezes e na flora intestinal, e os três encontraram mudança: flora mais diversa e estável, mais IgA nas fezes, mais ácidos graxos de cadeia curta e menos marcadores de inflamação.1,2,3 Este artigo explica o que esses números significam para o pote do seu cão e como a Flora, colostro com abóbora e banana, entra na rotina.

"A suplementação da dieta com colostro bovino também resultou em aumento significativo da diversidade e da estabilidade da microbiota intestinal."

Conclusão do estudo de Satyaraj e colegas, Nestlé Purina, British Journal of Nutrition, 2013.1

Resposta rápida: colostro e digestão do cão

  • O que o colostro fez no intestino dos cães estudados. Flora mais diversa e estável e mais IgA nas fezes em 24 cães adultos (Purina, 40 semanas).1 Mais ácidos graxos de cadeia curta e mais Lactobacillus em 20 cães adultos (Illinois, 12 semanas).2 Marcadores de inflamação menores nas fezes de 29 filhotes (Turim, desmame).3
  • Por que isso importa. A flora intestinal é a comunidade de bactérias que digere parte da comida, produz ácidos graxos que alimentam a parede do intestino e conversa com o sistema de defesa. Flora estável costuma aparecer em casa como fezes firmes.
  • Como montar a rotina. Um scoop por dia na comida que ele já come. Para a digestão, a Flora junta o colostro com a fibra da abóbora e a banana.
  • Quando é caso de veterinário. Diarreia que passa de 2 dias, sangue nas fezes, vômito ou cão apático.

O que é a flora intestinal do cão

A flora intestinal, ou microbiota, é o conjunto de bactérias que vive no intestino do cão e trabalha na digestão e na defesa. Uma revisão de 2025 na Veterinary Sciences resume o que essas bactérias fazem: produzem ácidos graxos de cadeia curta, que alimentam as células da parede do intestino, participam da barreira que separa o conteúdo do intestino do resto do corpo e regulam a resposta do sistema de defesa.4

Quando a flora desequilibra, o tutor vê em casa: fezes moles, gases, barriga roncando, cão que come grama. Quando a flora está estável, as fezes ficam firmes e regulares.

O papel da IgA no intestino

A IgA é a proteína de defesa que fica na superfície do intestino, e ela aparece em dois dos estudos com colostro. No estudo da Purina, os cães que receberam colostro tiveram mais IgA nas fezes.1 Um estudo de 2026 da Universidade de Edimburgo mediu IgA nas fezes de cães e encontrou valores menores em cães com dermatite atópica do que em cães saudáveis, o que os autores ligam ao papel da IgA na tolerância a alimentos e alérgenos.5 O intestino e a pele conversam.

Pastor alemão sentado numa trilha ao lado da lata Flora Cōllum
Fezes firmes e cão disposto são o sinal de flora estável.

O que os estudos mediram no intestino dos cães

Três estudos, três fases da vida, e os três encontraram mudança no intestino dos cães que receberam colostro bovino.

Estudo Cães O que os autores mediram no intestino
Nestlé Purina, Br J Nutr, 20131 24 adultos, 40 semanas, 0,1% de colostro na dieta Mais IgA nas fezes; flora intestinal mais diversa e mais estável.
Universidade de Illinois, J Anim Sci, 20262 20 adultos, 12 semanas, mistura colostro + cogumelos Mais propionato e mais ácidos graxos de cadeia curta nas fezes; mais Lactobacillus; diversidade estável; bem tolerada.
Universidade de Turim, Vet Sci, 20233 29 filhotes de Golden no desmame, complemento com colostro Calprotectina e zonulina (marcadores de inflamação e de permeabilidade) menores nas fezes, sobretudo na semana 8.

Ácidos graxos de cadeia curta: o combustível da parede do intestino

No estudo de Illinois, as fezes dos cães que receberam a mistura com colostro tiveram mais propionato e mais ácidos graxos de cadeia curta no total.2 Esses ácidos são produzidos pelas bactérias boas quando digerem fibra, e são o principal alimento das células que revestem o intestino. Mais ácidos graxos nas fezes é sinal de flora trabalhando.

No desmame: menos inflamação nas fezes

Os filhotes de Turim que receberam o complemento com colostro tiveram calprotectina e zonulina menores nas fezes. A calprotectina é um marcador de inflamação do intestino; a zonulina, de permeabilidade da parede. Na semana 8, a calprotectina foi de 2,91 no grupo com colostro contra 5,71 no grupo controle (µg/g).3 O desmame é a fase em que o intestino do filhote mais sofre com a troca de alimento.

Flora Cōllum: colostro com abóbora e banana para a digestão

Flora Cōllum, lata de 60 g, colostro com abóbora e banana
Flora Cōllum, lata de 60 g: colostro liofilizado com abóbora e banana desidratadas.

A Flora é a lata da digestão da Cōllum: colostro bovino liofilizado com abóbora e banana desidratadas, sem aroma e sem conservante. A abóbora entra pela fibra; a banana, pela fibra e pelo sabor que o cão aceita. Um scoop por dia, polvilhado em cima da comida que ele já come. Quem prefere só colostro usa o Super Colostro.

Como montar a rotina da digestão

Um scoop de Flora por dia, misturado na comida que ele já come, no mesmo horário, e introdução gradual na primeira semana.

  1. Semana 1: metade da dose do porte, misturada na comida. Cão com intestino sensível reage melhor ao começo devagar.
  2. Semana 2 em diante: dose cheia, de meio a dois scoops pelo porte.
  3. Água fresca sempre e troca de alimento, quando precisar, feita aos poucos ao longo de 7 dias.
  4. Observe as fezes: firmes, marrons e regulares são o alvo. Nos estudos, as mudanças apareceram entre 8 e 12 semanas; em casa, os tutores costumam notar diferença em 15 a 30 dias.

Quando a diarreia é caso de veterinário

Diarreia que passa de 2 dias, fezes com sangue, vômito junto, cão apático ou filhote com diarreia são caso de veterinário, não de alimento. O colostro entra na rotina do cão saudável ou como complemento, com o veterinário sabendo. Veja também colostro faz mal para cachorro?.

Perguntas frequentes: intestino do cão e colostro

Colostro é bom para cachorro com diarreia?

O colostro é alimento para a rotina, não remédio para a crise. Nos estudos com cães, ele mudou a flora e os marcadores de inflamação ao longo de semanas. Diarreia aguda é caso de veterinário; depois, o colostro entra na rotina.

Colostro é probiótico?

Não. Probiótico é bactéria viva. O colostro é alimento com proteínas de defesa e nutrientes que, nos estudos, mudaram a flora dos cães. Os dois podem conviver na mesma rotina.

Qual a diferença entre Flora e Super Colostro?

O Super Colostro é só colostro. A Flora é colostro com abóbora e banana desidratadas, pensada para a rotina da digestão. A dose é a mesma: um scoop por dia pelo porte.

Posso dar Flora junto com probiótico?

Sim. São alimentos diferentes. Se o cão faz tratamento, avise o veterinário.

Cachorro com gases melhora com colostro?

Gases vêm da fermentação no intestino e costumam acompanhar flora desequilibrada. Nos estudos, o colostro deixou a flora mais diversa e estável, mas nenhum estudo mediu gases. Em casa, troca brusca de alimento e restos de comida humana são as causas mais comuns.

Em quanto tempo as fezes firmam?

Os tutores costumam notar diferença entre 15 e 30 dias de uso diário. Se as fezes ficarem mais moles nos primeiros dias, volte para metade da dose por uma semana.

Conclusão: intestino do cão e colostro

O intestino é onde o colostro bovino mais foi medido em cães: flora mais diversa e estável e mais IgA nas fezes em adultos, mais ácidos graxos de cadeia curta e Lactobacillus em adultos de meia-idade, e menos marcadores de inflamação em filhotes no desmame. Em casa, a rotina é um scoop por dia na comida, com introdução gradual. Para a digestão, a Flora junta o colostro com a fibra da abóbora e a banana. Diarreia aguda é caso de veterinário.


Fontes

  1. Satyaraj E, Reynolds A, Pelker R, Labuda J, Zhang P, Sun P. Supplementation of diets with bovine colostrum influences immune function in dogs. British Journal of Nutrition, 2013; 110(12): 2216-2221. doi:10.1017/S000711451300175X. PMID 23773360.
  2. Wang TL, Oba PM, Mioto JC, et al., Swanson KS. Effects of a Mushroom-Based β-Glucan and Bovine Colostrum Blend on the Gastrointestinal Health and Immune Function of Healthy Adult Dogs. Journal of Animal Science, 2026. doi:10.1093/jas/skag312. PMID 42799681.
  3. Meineri G, Cocolin L, Morelli G, et al. Effect of an Enteroprotective Complementary Feed on Faecal Markers of Inflammation and Intestinal Microbiota Composition in Weaning Puppies. Veterinary Sciences, 2023; 10(7): 434. doi:10.3390/vetsci10070434. PMID 37505839.
  4. Sun J, Gu X, Zhang H, et al. Application of Probiotics in Cats and Dogs: Benefits and Mechanisms. Veterinary Sciences, 2025; 12(10): 1008. doi:10.3390/vetsci12101008. PMID 41150148.
  5. Campbell A, Nuttall T, Robinson V, Soutter F. Faecal IgA but not salivary IgA is associated with canine atopic dermatitis. Journal of Small Animal Practice, 2026. doi:10.1111/jsap.70184. PMID 42571871.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com o médico-veterinário. Colostro é alimento, não medicamento.


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